Ampliar o horizonte!

13 Maio 2019

Para melhores decisões.

  

 

 

Ainda que às vezes (talvez muitas vezes!) o local onde se quer chegar pareça distante e seja custoso trazer os planos do abstrato para o concreto, o mundo continua girando e as coisas acontecendo! Bastante necessário traduzir as ideias gerais em propósitos, objetivos, enfim, questões que devem ser tratadas para maior segurança na vida da empresa (sim, para a vida pessoal também, mas neste texto estamos focando no ambiente corporativo, ok?)

Com clareza ao visualizar o que está mais à frente, as decisões se tornam mais adequadas e embasadas. Mesmo quando o caminho não é tão fácil quanto se gostaria, o conhecimento de novas variáveis e características do mercado, assim como diferentes formas de ver o ambiente interno da empresa, proporcionam maior segurança ao gestor.

 

Como tomar as melhores decisões sem ter reunido as informações necessárias para uma boa análise? Possível fazer? Sim, mas com maior grau de risco! Enfim, cada gestor (seja dono de empresa, diretor, presidente ou outro responsável pela condução do processo de planejamento) irá definir o que implementar e assumir as consequências, tanto positivas quanto negativas.

O quanto possíveis decisões econômicas governamentais em seus diferentes níveis podem impactar na venda dos produtos? De que forma o comportamento do consumidor / cliente tem mudado ao buscar a compra? Que características dos concorrentes devem ser melhor analisadas? Que fatores são mais decisivos para que a empresa tenha maior chance de sucesso?

E continuando... que tipos de recursos sua empresa deveria ter para atender determinada demanda do mercado? O que está faltando? O que já se dispõe e deveria ser melhor utilizado? Que objetivos devem ser alcançados? De que forma?

 

Não menos importante é o conjunto de ações decorrente deste processo para que não se tenha um plano estratégico “de gaveta”, bonito de mostrar, mas pouco útil (afinal, “saber e não fazer é ainda não saber”).

 

Juntando estas perguntas e mais uma série de questões que são vistas em um processo de planejamento estratégico, pode-se criar um quadro através do qual o gestor amplia sua visão do negócio e pode tomar decisões mais assertivas.

  

 

Para isso existem métodos, ferramentas, as quais não fornecem as respostas prontas, mas levam a bons questionamentos e, com análise adequada aliada à experiência do gestor, tendem a facilitar e aprimorar as decisões.

 

Uma forma interessante de análise do ambiente no qual uma empresa está inserido são as Cinco Forças de Porter. Através da verificação de aspectos relacionados aos fornecedores, clientes, concorrentes, novos entrantes e produtos substitutos, pode-se captar um conjunto de informações relevantes para entender melhor o que tende afetar de maneira mais acentuada a situação da empresa no mercado.

Dica: durante o processo de análise, caso não tenha a informação mais "certeira" a respeito de algum assunto, melhor marcar como sendo (ainda) não disponível do que definir como "nem bom, nem ruim". São coisas diferentes e levam a decisões diferentes!

 

Outro passo fundamental é identificação dos recursos constitutivos das competências a partir da identificação dos fatores chave de sucesso (termos complicados, mas se tornam mais claros ao utilizar uma metodologia adequada!). Para cada competência escolhida como estratégica, faz-se um levantamento no estilo "temos" e "não temos" para cada categoria de recurso. Ok, reconheço, essa parte já merece até outro artigo... até porque nesta publicação a ideia não é ver os detalhes de cada ferramenta, mas alertar para o fato de que a estruturação de um plano estratégico envolve dedicação e um olhar diferente daquele do dia a dia, proporcionando uma visão mais nítida do horizonte.

 

E na sua opinião, quais as maiores dificuldades na implantação de um planejamento estratégico? E, olhando pelo lado positivo, quais as melhores práticas?

Desde já, obrigado pelos seus comentários, questionamento e sugestões via LinkedIn ou por email, clicando aqui.

 

Por fim (e para começar!), da estória "Alice no País das Maravilhas":

"Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve".

 

 

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